Reprodução Humana

Por que transferir embriões em Blastocisto?


Quando realizamos o procedimento de Fertilização In Vitro (FIV), o laboratório onde é realizado o processo de Fertilização, tenta reproduzir condições semelhantes aquelas encontradas no útero. Após a fertilização do óvulo pelo espermatozoide, embriões têm seu desenvolvimento iniciado. Esse desenvolvimento, no laboratório, pode variar de 2 a 6 dias. Em cada estágio de desenvolvimento são observadas características específicas.

Vamos entender o que é D 3 e D5 (Blastocisto)?

Quando falamos em embriões de D3, estamos nos referindo ao estágio em que o embrião se encontra após 3 dias de cultivo.Ou seja, após realizado o processo de fertilização dos óvulos, formam-se os embriões que são cultivados e têm seu desenvolvimento acompanhado por 3 dias. Nesse momento os embriões são classificados como de D3 (embriões do terceiro dia de desenvolvimento). Esses embriões de D3 possuem idealmente: 8 células simétricas e ausência de fragmentação, porém podem ser encontradas até 10 células. Embriões com fragmentação acima de 20% ou que apresentam 6 células em D3 apresentam menor taxa de implantação. Embriões com 4 ou 5 células e com taxas superiores a 50% de fragmentação apresentam chance de gravidez de apenas 5%.

A partir dessa etapa em D3, as divisões celulares ficam aceleradas e o embrião vai se compactando.No quarto dia (D4),o embrião está com cerca de 32 células e classificamos esse o estágio de mórula.

No quinto dia de desenvolvimento (D5), o embrião chega a fase de BLASTOCISTO. Esse embrião já apresenta centenas de células e forma-se uma cavidade chamada blastocele. A massa interna do blastocisto vai formar todos os tecidos e órgãos do corpo humano, enquanto a massa externa vai dar origem aos tecidos placentários, juntamente com a parte materna da placenta.

Quando a cavidade do blastocisto está bem expandida, há uma ruptura da zona pelúcida do blastocisto. Esse processo ocorre entre o D5 e D6 e é chamado de hatching. A zona pelúcida é uma membrana que reveste o embrião desde sua fase inicial com 2 células até o estágio de blastocisto, e serve como barreira de proteção. Para que ocorra a implantação desse embrião, o embrião deve expandir e fazer a eclosão.

Cabe ressaltar que é na fase de blastocisto que ocorre a implantação do embrião na cavidade uterina. Em uma gestação espontânea, a implantação do embrião ocorre de 5 a 7 dias após a fertilização.

É importante também que seja de conhecimento dos pacientes que cerca de 50% dos embriões chegam até o estágio de blastocisto. Geralmente embriões com alterações genéticas têm seu desenvolvimento bloqueado no terceiro dia de desenvolvimento (D3).

Fonte: Acervo Clínica Sesma

O que é Hatching?

Hatching é uma técnica utilizada tanto em embriões em estágio D3 quanto em blastocistos, que permite que o embrião rompa a zona pelúcia. Podemos classificar como uma ajuda extra para que aquele embrião que será transferido para o útero esteja mais apto à implantação.

Alguns embriões conseguem fazer o hatching sozinho, isso é classificado como ótimo. Em casos em que o embrião não consegue romper a zona pelúcida sozinho, o embriologista realiza o procedimento com a ajuda de um laser.

Vantagens de se transferir em Blastocisto

  • Pode ser considerado mais fisiológico uma vez que em condições naturais o embrião chega na cavidade uterina em estágio de blastocisto
  • Possibilita a seleção de melhores embriões. Embriões com alterações genéticas em sua maioria param o desenvolvimento no terceiro dia de desenvolvimento (D3).
  • Maior taxa de gravidez
  • Utilizados meios de cultivos especiais para o desenvolvimento dos embriões
  • Tecnologia de ponta como: incubadora específica, gases especiais e embriologistas capacitados para realizar as técnicas.
  • Evita transferência de embriões com pouca chance de se desenvolver no útero, diminui assim o número de resultados negativos e permite aos pacientes uma expectativa mais condizente com a realidade
  • Possibilidade de estudo genético do embrião
  • Quando há embriões excedentes ou quando se opta por congelar em estágio de blastocisto serão congelados apenas embriões com potencial de se desenvolverem intraútero.

Se eu transferir em blastocisto, é certeza de que vou engravidar?

Isso vai depender de como o seu organismo vai reagir após a transferência dos embriões.

Geralmente no estágio de blastocisto as taxas de sucesso por transferência são bem maiores do que em D3 já que embriões sem potencial de se desenvolver intraútero param seu desenvolvimento antes do quinto dia de desenvolvimento.

Nós, da Clínica Sesma, individualizamos caso a caso.Temos a tendência a transferir em estágio de blastocisto, pois nosso objetivo é que você consiga engravidar na primeira tentativa de transferência, seja submetida ao menor número de transferências e seja exposta a menos risco de frustração possível!! Entretanto a decisão de quando realizar a transferência é tomada em conjunto com cada paciente.

Em casos de pequeno número de embriões em D3, desejo de pacientes, grau de ansiedade e expectativa do casal podemos optar, sempre juntos, por realizar a transferência no terceiro dia de desenvolvimento.

Nosso laboratório possui sistema de cultivo em baixa tensão de oxigênio (cultivo em trigás), proporcionando melhores condições para que os seus embriões tenham chance de chegar ao estágio de blastocisto, possibilitando, assim à você uma chance maior de ter uma gestação.

Nossa equipe é formada por profissionais capacitados que estão em constante atualização para melhor lhe atender.